Uma fazenda de 11 mil hectares no Mato Grosso do Sul passou a operar um sistema de monitoramento em larga escala para o rebanho. A MEM Agronegócio utiliza uma rede celular privativa 4G em 700 MHz para acompanhar 11 mil bovinos na Fazenda Varjão, em um projeto que combina Internet das Coisas (IoT), geolocalização e gestão digital da pecuária.
A solução utiliza brincos NB-IoT desenvolvidos pela startup brasileira iBOI, permitindo o acompanhamento individual dos animais em tempo quase real.
Como funciona o monitoramento do gado conectado?
Cada animal recebe um brinco inteligente com tecnologia NB-IoT e GPS. O sistema registra a localização e envia os dados para uma plataforma de monitoramento, onde é possível visualizar o rebanho em mapa e criar cercas virtuais digitais, conhecidas como geofencing.
Quando um animal ultrapassa os limites definidos, o sistema emite alertas automáticos para a equipe de manejo.
Atualmente, a rede já atende cerca de 4,3 mil animais e deve chegar a 11 mil nos próximos cinco meses, acompanhando a expansão do rebanho.
O que muda com a pecuária baseada em dados?
Além do rastreamento, a solução também identifica comportamentos fora do padrão. Se um animal permanece parado por longos períodos entre duas atualizações de localização, o sistema gera alerta, indicando possível problema de saúde, acidente ou imobilização.
Uma nova geração dos brincos, prevista para adoção na fazenda, também permitirá o monitoramento de variáveis como número de passos e temperatura corporal, ampliando a capacidade de análise do rebanho.
Qual infraestrutura sustenta a rede privativa 4G no campo?
A conectividade cobre toda a área da fazenda com uma única torre equipada com estação rádio base 4G da Nokia. A operação também utiliza SIM cards e core de rede.
O modelo permite conectividade dedicada para a operação rural, com foco em estabilidade de sinal em áreas extensas e de baixa infraestrutura.
Quais resultados já foram observados na operação?
Com cerca de cinco meses de operação, a MEM Agronegócio já relata ganhos na gestão do rebanho e maior controle operacional.
Segundo a direção da empresa, o sistema permite identificar rapidamente deslocamentos indevidos, como animais que atravessam para propriedades vizinhas, além de facilitar ações de resgate em situações de risco, como atolamentos ou ataques de predadores.
A digitalização também alcançou o manejo diário. As anotações de campo, antes feitas em papel, passaram a ser registradas em aplicativo, integrando dados operacionais ao sistema de gestão.
Como redes privativas e conectividade via satélite ampliam o agro conectado?
A adoção de redes privativas 4G e 5G, combinadas com outras tecnologias de conectividade, tem ampliado o uso de soluções digitais no agronegócio e em outros setores, como na indústria, em portos, em hospitais, em eventos temporários, dentre outros.
Nesse contexto, a Venko atua com soluções que apoiam a implementação de ambientes conectados, permitindo que operações utilizem tecnologias avançadas de monitoramento, automação e IoT de forma integrada.
As redes privativas 4G e 5G são projetadas para operações corporativas e industriais e utilizam infraestrutura baseada em Arquitetura do Core, rádios Nokia FlexiZone Mini-Macro BTS e CPEs internos e externos. Esse conjunto tecnológico pode operar de forma independente ou integrado a estruturas já existentes, viabilizando aplicações como IoT, automação industrial, monitoramento remoto e sistemas inteligentes.
Já a conectividade via satélite amplia a cobertura em regiões onde a infraestrutura terrestre é limitada ou inexistente. Integradas a plataformas como SmartBox, SmartCell e SmartCompact, essas soluções permitem a criação de redes híbridas que combinam diferentes formas de acesso, incluindo Wi-Fi, 4G, 5G e satélite.
Com essa abordagem, diferentes tecnologias passam a atuar de forma complementar, permitindo maior alcance, resiliência e escalabilidade para operações no campo, na indústria e em projetos de transformação digital.
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Fonte: Mobile Time
Imagem: Canva