Hospitais, laboratórios e operadoras de saúde lidam diariamente com grandes volumes de dados sensíveis, tornando-se alvos relevantes de ataques cibernéticos. Além de expor informações de pacientes, como prontuários médicos, esses incidentes podem comprometer sistemas essenciais e afetar a continuidade da assistência.
Por que a cibersegurança é essencial para a área da saúde?
Um ataque cibernético pode provocar vazamentos de informações e indisponibilidade de sistemas utilizados no atendimento. Por isso, a segurança digital no setor envolve tanto a proteção de dados quanto a continuidade das operações assistenciais.
Segundo os especialistas, os investimentos em cibersegurança têm crescido em grandes hospitais e redes privadas, enquanto instituições públicas e filantrópicas ainda enfrentam limitações de recursos.
O tema também ganha relevância regulatória. A Política Nacional de Cibersegurança, instituída pelo Decreto nº 11.856/2023, e a Resolução CFM nº 2.454/2026, que aborda o uso de inteligência artificial na medicina, integram esse cenário de atenção à segurança da informação.
Quais ataques cibernéticos já atingiram o setor de saúde?
Casos registrados no Brasil demonstram os impactos desses incidentes. Em 2021, um ataque reivindicado pelo grupo Lapsus$ comprometeu sistemas do Ministério da Saúde e deixou temporariamente indisponível o ConecteSUS, que reunia informações sobre vacinação contra a covid-19.
O Grupo Fleury também enfrentou ataques cibernéticos, incluindo ocorrências envolvendo ransomware, modalidade que bloqueia o acesso a sistemas ou dados e pode envolver pedidos de resgate. Cooperativas do sistema Unimed também foram atingidas.
Em outro caso, um incidente de segurança ocorrido em 2025 levou a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) a instaurar um processo de sanção contra o Instituto Saúde e Cidadania (Isac), relacionado a falhas na proteção de dados sensíveis de aproximadamente 500 mil pacientes.
O interesse dos criminosos está associado ao valor comercial dessas informações e à possibilidade de extorsão, o que reforça a necessidade de medidas preventivas e de resposta a incidentes.
Como reduzir os riscos de segurança nas redes de saúde?
Um dos principais desafios é a gestão de riscos de terceiros. Hospitais contratam fornecedores de tecnologia e prestadores de serviços que podem acessar sistemas e bases de dados. Sem controles adequados, esses parceiros podem representar vulnerabilidades para toda a operação.
A avaliação de fornecedores deve considerar riscos cibernéticos, operacionais, reputacionais e jurídicos. Medidas como segmentação de redes, controle de acessos e monitoramento contínuo ajudam a limitar ameaças e identificar atividades suspeitas.
Também é necessário integrar a segurança da informação à realidade assistencial, considerando os riscos de equipamentos médicos conectados e os impactos que falhas tecnológicas podem causar no atendimento.
Como proteger os dados dos pacientes em sistemas integrados?
A interoperabilidade permite que informações acompanhem o paciente entre hospitais, laboratórios, farmácias e operadoras, favorecendo a continuidade do cuidado. Entretanto, quanto maior a circulação de dados entre organizações, maior a necessidade de controles de segurança em todas as etapas.
O uso de dispositivos pessoais e o compartilhamento inadequado de arquivos também podem expor informações sensíveis.
Nesse contexto, iniciativas como o OpenCare Interop, projeto-piloto lançado pela B3 e pelo Núcleo de Inovação Tecnológica da Faculdade de Medicina da USP (InovaHC), buscam integrar dados de pacientes entre instituições públicas e privadas. Para viabilizar essa troca com segurança, são fundamentais mecanismos de autenticação, criptografia, controle de acesso e monitoramento.
Como a Venko contribui para a segurança das redes?
Diante do aumento das ameaças digitais, uma infraestrutura de rede preparada ajuda a reduzir vulnerabilidades e fortalecer a proteção das operações. A Venko oferece soluções voltadas a provedores de internet, cooperativas e organizações que precisam de ambientes digitais mais seguros e resilientes.
O portfólio inclui arquiteturas baseadas em Software Defined Perimeter (SDP) e Zero Trust Network, firewalls de próxima geração, CGNATs e SD-WAN com segmentação e criptografia. A empresa também disponibiliza plataformas NDR e XDR, que auxiliam na identificação de ameaças em tempo real e na resposta a incidentes.
Essas tecnologias contribuem para ampliar as camadas de proteção e aumentar a confiabilidade das redes que sustentam as operações.
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Fonte: Futuro da Saúde
Imagem: Canva
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