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Cidades inteligentes precisam de infraestrutura e conectividade 4G e 5G

Cidades inteligentes precisam de infraestrutura e conectividade 4G e 5G

02 de junho, 2026

O avanço das cidades inteligentes depende muito mais do que a instalação de sensores, câmeras e sistemas digitais. Para que esses recursos gerem valor para governos, empresas e cidadãos, é necessário contar com uma infraestrutura robusta e um ecossistema de conectividade capaz de atender diferentes aplicações. Essa foi a principal mensagem apresentada por Thiago Pinheiro, gerente de Produtos e Novos Negócios da Telecall, durante o keynote "5G, IoT & Redes Privativas: A Espinha Dorsal para Cidades Inteligentes", realizado no Smart Cities Mundi 2026.

Segundo o executivo, o crescimento acelerado das conexões de Internet das Coisas (IoT) e comunicação máquina a máquina (M2M) reforça a necessidade de preparar as redes para uma nova realidade. Em 2025, o Brasil registrou 366 mil novas ativações de celulares, enquanto os dispositivos IoT e M2M adicionaram 6,4 milhões de novas conexões no mesmo período, uma diferença de aproximadamente 17 vezes.

Para a Telecall, esse movimento demonstra que a expansão da conectividade estará cada vez mais associada a equipamentos, sensores, sistemas automatizados e aplicações inteligentes. Como consequência, a infraestrutura de telecomunicações precisará acompanhar uma demanda crescente por cobertura, capacidade e integração.

A espinha dorsal das cidades inteligentes

Durante a apresentação, Pinheiro explicou que as cidades inteligentes são sustentadas por quatro camadas principais. A primeira delas é a infraestrutura física, formada por elementos como torres de telecomunicações, fibra óptica, data centers e sistemas de energia, responsáveis por garantir a operação de toda a estrutura tecnológica.

A segunda camada é a conectividade. Nesse contexto, diferentes tecnologias podem ser empregadas de acordo com as características de cada projeto. Redes 4G e 5G, conectividade satelital e redes privativas atendem necessidades distintas relacionadas à mobilidade, cobertura, desempenho, latência e segurança.

A avaliação apresentada pela Telecall é de que não existe uma solução única para todos os cenários. Enquanto determinadas aplicações podem operar adequadamente em redes móveis convencionais, outras exigem cobertura satelital ou ambientes controlados por redes privativas dedicadas.

As outras duas camadas envolvem a gestão dos serviços e as aplicações utilizadas por governos, empresas e cidadãos. Juntas, elas permitem transformar a infraestrutura e a conectividade em serviços efetivos para a população.

Integração é o que transforma tecnologia em resultado

Outro ponto destacado durante o evento foi a necessidade de integração entre os diversos sistemas presentes em uma cidade inteligente. Segundo a Telecall, equipamentos isolados não são suficientes para gerar os benefícios esperados.

Recursos como videomonitoramento, iluminação pública inteligente, transporte conectado, redes Wi-Fi, sensores urbanos e plataformas de gestão precisam compartilhar informações e operar de forma coordenada. Sem essa integração, parte significativa do potencial dos investimentos é perdida.

A empresa exemplificou esse cenário com ambientes em que redes de fibra óptica, conectividade móvel, comunicação satelital, monitoramento urbano e sistemas de mobilidade funcionam simultaneamente. Para que todos esses recursos entreguem valor ao cidadão, é necessário que exista uma camada de gestão capaz de coordenar a operação de diferentes tecnologias.

Redes privativas e conectividade satelital ampliam as possibilidades de conectividade

A necessidade de combinar diferentes tecnologias de acesso também está presente em projetos corporativos, industriais, rurais e de infraestrutura. Nesse contexto, a Venko atua com soluções que unem redes privativas 4G e 5G e conectividade satelital para atender aplicações que exigem cobertura, disponibilidade e desempenho em diferentes ambientes.

As redes privativas 4G e 5G são projetadas para ambientes corporativos e industriais, com infraestrutura composta por Arquitetura do Core, rádios Nokia FlexiZone Mini-Macro BTS e CPEs internos e externos. As soluções podem operar de forma independente ou integradas à infraestrutura já existente, viabilizando aplicações de IoT, automação industrial, monitoramento remoto e sistemas inteligentes.

Já as soluções satelitais ampliam o alcance da conectividade em regiões onde a cobertura tradicional enfrenta limitações ou não está disponível. Integradas a plataformas como SmartBox, SmartCell e SmartCompact, elas possibilitam a implantação de redes capazes de operar com diferentes tecnologias de acesso, incluindo Wi-Fi, 4G, 5G e satélite.

Dessa forma, redes privativas e conectividade satelital deixam de ser soluções isoladas e passam a compor um mesmo ecossistema tecnológico, capaz de atender desde operações industriais e projetos de infraestrutura até iniciativas voltadas à transformação digital e ao desenvolvimento de ambientes inteligentes.

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Fonte: Tele Síntese

Imagem: Canva