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Conectividade eficiente será decisiva para transformar o potencial do IoT em crescimento real no Brasil

Conectividade eficiente será decisiva para transformar o potencial do IoT em crescimento real no Brasil

22 de maio, 2026

O mercado de Internet das Coisas (IoT) no Brasil mantém perspectiva de crescimento para os próximos anos, embora ainda encontre barreiras para atingir escala. De acordo com o estudo Panorama do IoT no Brasil 2026, 88,5% dos profissionais do setor projetam expansão, sendo 47,5% em ritmo moderado e 41% de forma acelerada.

Apesar do otimismo, o desenvolvimento ocorre de forma desigual. Entre as empresas ouvidas, 86,9% atuam como fornecedoras de soluções, enquanto apenas 13,1% são usuárias finais. O descompasso ajuda a explicar por que o IoT ainda não alcançou adoção ampla no país, mesmo com tecnologias disponíveis.

Entre os fornecedores, o principal obstáculo é a infraestrutura de conectividade, citada por 24,5% dos entrevistados. Em seguida aparecem a escalabilidade das soluções, com 20,8%, e a adesão dos clientes, com 17%. No grupo de usuários, os desafios se concentram na falta de conhecimento técnico, apontada por 37,5%, e na integração com sistemas legados, com 25%.

O cenário de investimentos reforça o estágio de consolidação do setor. Nos últimos 12 meses, 37,5% das empresas investiram até R$ 100 mil em projetos de IoT, enquanto a mesma proporção não realizou aportes, indicando predominância de provas de conceito e iniciativas piloto. Para o mercado, o avanço depende mais de maturidade do ecossistema do que de disponibilidade tecnológica.

A adoção do IoT se concentra em setores com maior demanda por eficiência operacional. A Indústria 4.0 responde por 17% das aplicações, seguida por utilities, com 15,1%, e logística e transporte, com 13,2%, reforçando o uso em automação, monitoramento e gestão de ativos.

O estudo também aponta evolução na estrutura das soluções. Ofertas completas e dispositivos conectados lideram, ambos com 20,8%, indicando transição de modelos fragmentados para arquiteturas mais integradas, que combinam hardware, software, conectividade e análise de dados.

A inteligência artificial surge como principal vetor de transformação. Entre as tecnologias emergentes associadas ao IoT, a IA lidera com 39,6%, seguida por edge computing, com 18,9%, além de redes privativas e gêmeos digitais, ambos com 9,4%. Atualmente, 52,8% das empresas já desenvolvem soluções com IA, enquanto 35,8% as disponibilizam ao mercado.

As projeções indicam que o próximo ciclo será marcado pela convergência entre IoT e inteligência artificial, apontada por 67,2% dos entrevistados, além da expansão de tecnologias como 5G e edge computing. O cenário reforça avanço tecnológico consistente, mas ainda condicionado à superação de limitações estruturais.

Nesse contexto, a conectividade passa a ser elemento central para viabilizar aplicações mais complexas de IoT em diferentes setores. Redes privativas 4G e 5G vêm ganhando espaço como alternativa para empresas que operam em ambientes remotos ou com baixa cobertura, oferecendo maior estabilidade, segurança e controle sobre o tráfego de dados em aplicações críticas.

Redes privativas e infraestrutura de conectividade para IoT e Indústria 4.0

A Venko atua nesse segmento com projetos de redes privativas 4G e 5G voltados a ambientes corporativos e industriais. A infraestrutura das soluções inclui Arquitetura do Core, Rádios Nokia FlexiZone Mini-Macro BTS e CPEs internos e externos.

Essas redes são desenhadas para operar de forma independente ou integrada à infraestrutura existente, permitindo conectividade contínua em operações de alta criticidade. O modelo também conta com suporte técnico especializado em todas as etapas, desde o planejamento e implantação até a operação, o que viabiliza a adoção de aplicações de IoT, automação industrial e sistemas inteligentes em larga escala.

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Fonte: Mundo do Marketing

Imagem: Canva