Português Inglês

O que a safra recorde de café revela sobre a conectividade no agronegócio

O que a safra recorde de café revela sobre a conectividade no agronegócio

13 de abril, 2026

O Brasil caminha para uma das maiores safras de café de sua história em 2026, com estimativa inicial de 66,2 milhões de sacas beneficiadas. O volume reforça a liderança do país no mercado global e reflete avanços em produtividade, expansão de áreas cultivadas e maior adoção de tecnologia no campo.

Esse crescimento, no entanto, traz à tona uma questão estrutural que ainda limita o pleno desenvolvimento da cafeicultura. A conectividade no campo não evolui no mesmo ritmo da produção.

Com a colheita concentrada entre abril e agosto e um cenário global de oferta restrita, o aumento da produção brasileira deve ter papel estratégico no abastecimento mundial. Para sustentar esse protagonismo, o setor passa a demandar uma infraestrutura capaz de garantir eficiência operacional, rastreabilidade e integração de dados em larga escala.

Nesse contexto, a conectividade deixa de ser um diferencial e assume papel central na competitividade do agronegócio.

Um levantamento recente aponta que apenas 69% das áreas cultivadas com café no Brasil possuem acesso à internet móvel. Embora represente um avanço em relação a anos anteriores, o dado evidencia desigualdades regionais que impactam diretamente a adoção de tecnologias digitais.

Estados como Paraná, Espírito Santo e São Paulo apresentam índices mais elevados de conectividade e, por isso, avançam com maior consistência na adoção de soluções como monitoramento remoto, agricultura de precisão e sistemas de rastreabilidade. Nessas regiões, a infraestrutura digital já atua como um facilitador da produtividade e da qualidade.

Por outro lado, grandes polos produtivos ainda enfrentam limitações relevantes. Minas Gerais, principal estado produtor, apresenta cobertura intermediária, impactada por fatores como relevo, dispersão territorial e predominância de pequenas propriedades. Em estados como Bahia e Goiás, os índices mais baixos de conectividade reforçam o desafio de levar tecnologia a regiões mais afastadas dos grandes centros.

As diferenças também se refletem no nível municipal, onde áreas com alto potencial produtivo ainda operam com baixa conectividade, o que restringe ganhos de eficiência e limita o uso de ferramentas digitais.

Esse cenário indica uma mudança importante na lógica do agronegócio. A produtividade já não depende apenas de fatores como clima e manejo, mas também da capacidade de conectar operações, coletar dados e tomar decisões em tempo real.

Sem uma infraestrutura de conectividade adequada, tecnologias como sensores climáticos, irrigação inteligente e automação de processos deixam de atingir seu potencial máximo.

Redes privativas como caminho para a conectividade no campo

Diante desse cenário, as redes privativas 4G e 5G se consolidam como uma alternativa estratégica para o campo. Ao permitir a criação de uma infraestrutura dedicada, essas redes garantem cobertura em áreas remotas, maior estabilidade de conexão e controle sobre a operação.

A Venko atua na implementação dessas soluções com projetos completos que incluem Arquitetura do Core Rádios Nokia FlexiZone Mini-Macro BTS e CPEs internos e externos, viabilizando conectividade contínua mesmo em regiões com baixa cobertura tradicional.

Na prática, isso permite que produtores e empresas do setor avancem na digitalização de suas operações, com monitoramento em tempo real, automação de processos e maior precisão na tomada de decisão. O resultado é uma gestão mais eficiente, com otimização de recursos, redução de custos e aumento da produtividade.

Conheça todos os detalhes sobre as nossas redes privativas 4G/5G clicando aqui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Imagem: Canva