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Ransomware avança 42% no mundo e intensifica pressão sobre redes, aponta relatório

Ransomware avança 42% no mundo e intensifica pressão sobre redes, aponta relatório

18 de junho, 2026

Os ataques de ransomware cresceram 42% em todo o mundo em 2025, superando 7,4 mil reivindicações registradas por grupos criminosos. O aumento ocorre em meio ao avanço da inteligência artificial e ao agravamento das tensões geopolíticas, segundo a segunda edição do Cyber Security Report – Analisi delle minacce ed evoluzione dello scenario, elaborado pela Cyber Security Foundation e pela TIM, com apoio do Centro Studi TIM.

O estudo aponta que a segurança digital deixou de ser um tema restrito à área técnica e passou a ocupar posição estratégica para a continuidade de serviços essenciais, a competitividade econômica e a proteção de infraestruturas críticas. Redes de telecomunicações, plataformas em nuvem, sistemas de comunicação e bases de dados estão entre os ativos considerados fundamentais para o funcionamento de países e empresas.

IA impulsiona ataques e transforma estratégias de defesa

A inteligência artificial aparece como um dos principais fatores de transformação desse cenário. De acordo com o relatório, a tecnologia vem sendo empregada por criminosos para automatizar a criação de códigos maliciosos, tornar campanhas de phishing mais sofisticadas e acelerar a exploração de vulnerabilidades. Ao mesmo tempo, organizações utilizam ferramentas baseadas em IA para análise de ameaças, detecção de incidentes e apoio às operações de segurança.

Os pesquisadores associam o crescimento do ransomware à industrialização do cibercrime e ao uso cada vez mais frequente de ataques cibernéticos como instrumentos de pressão em disputas geopolíticas. O estudo observa ainda uma mudança no perfil das ofensivas digitais. Embora os ataques distribuídos de negação de serviço, conhecidos como DDoS, tenham registrado queda de 36% em relação a 2024, totalizando cerca de 4,3 mil ocorrências monitoradas, as ações tornaram-se mais direcionadas e persistentes, com aumento de 19% no tempo médio de exposição das vítimas.

Entre os incidentes acompanhados pelos centros de segurança da TIM, o setor governamental concentrou 46% dos casos, desconsiderando os eventos direcionados a usuários residenciais. Serviços profissionais, telecomunicações e transportes aparecem na sequência entre os segmentos mais afetados.

No caso específico do ransomware, quase metade dos ataques registrados globalmente teve como alvo organizações dos Estados Unidos. A União Europeia aparece em seguida, com 16% das ocorrências. Os setores de manufatura e serviços profissionais figuram entre os mais atingidos.

Satélites, computação quântica e soberania digital

O relatório também destaca o aumento das vulnerabilidades conhecidas, que se aproximaram de 48,5 mil registros em 2025, alta de 20% em comparação com o ano anterior. Há ainda preocupação com a exploração de falhas do tipo zero-day, utilizadas antes que os fabricantes disponibilizem correções.

Entre os temas emergentes analisados estão a proteção de redes satelitais, a segurança de dispositivos conectados, a computação quântica e novas modalidades de golpes, como quishing e QRishing. Os autores alertam ainda para o risco conhecido como harvest now, decrypt later, em que dados criptografados são capturados atualmente para eventual decodificação futura por sistemas quânticos mais avançados.

Proteção contra ransomware ganha protagonismo

Diante desse cenário, cresce a busca por soluções especializadas capazes de prevenir e responder a ataques de ransomware. A Venko Networks oferece ao mercado um portfólio voltado à segurança cibernética que inclui tecnologias de prevenção, detecção e resposta a ameaças, além de serviços de implantação, monitoramento e suporte contínuo.

Entre as soluções disponibilizadas pela empresa está a plataforma da Halcyon, especializada na proteção contra ransomware. A tecnologia atua na prevenção, detecção e resposta a ataques, complementando ambientes já protegidos por EDR e XDR e contribuindo para reduzir impactos operacionais e acelerar a recuperação de dados sem depender exclusivamente de backups ou do pagamento de resgates.

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Fonte: Tele Síntese

Imagem: Canva