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Tecnologia, manufatura e serviços são os setores mais atingidos por ataques de ransomware em 2026

Tecnologia, manufatura e serviços são os setores mais atingidos por ataques de ransomware em 2026

07 de agosto, 2026

Os setores de serviços empresariais, manufatura e tecnologia concentraram a maior parte dos ataques de ransomware registrados no primeiro semestre de 2026. De acordo com análise da ESET, os criminosos têm priorizado organizações desses segmentos pelo alto impacto financeiro que uma interrupção nas operações pode causar.

Na manufatura, a paralisação de linhas de produção pode gerar grandes prejuízos em pouco tempo. Já empresas de serviços dependem de sistemas digitais para manter contratos e atender clientes, enquanto organizações de tecnologia representam alvos estratégicos por concentrarem dados, infraestrutura e conexões com diferentes usuários e parceiros.

Apesar de esses setores liderarem o ranking, o ransomware já se tornou uma ameaça para empresas de praticamente todas as áreas. Saúde, educação, varejo, financeiro e infraestrutura também estão entre os segmentos afetados, mostrando que os ataques não estão restritos a um único mercado.

Por que tecnologia, manufatura e serviços são os principais alvos de ransomware?

A escolha das vítimas está diretamente ligada ao potencial de impacto dos ataques. Diferentemente de operações aleatórias, grupos criminosos buscam organizações nas quais a indisponibilidade dos sistemas gere pressão suficiente para acelerar o pagamento de resgates.

Além disso, a transformação digital ampliou a superfície de ataque das empresas. O uso de serviços em nuvem, acessos remotos e integrações com fornecedores criou novos pontos de entrada que podem ser explorados por criminosos quando não há uma estratégia adequada de proteção.

O cenário também acompanha o crescimento do próprio mercado ilegal de ransomware. Entre janeiro e junho de 2026, foram registrados 4.699 ataques, um aumento de 16,5% em relação ao mesmo período de 2025.

Quais grupos de ransomware lideraram os ataques em 2026?

O primeiro semestre de 2026 foi marcado pela atuação de grupos já conhecidos no cenário internacional. Qilin, The Gentlemen e Akira foram responsáveis por 33,5% dos ataques registrados no período, mantendo posição de destaque entre as principais ameaças.

O Qilin liderou o ranking com 722 ataques confirmados. O grupo se diferencia pela estrutura oferecida aos seus afiliados, incluindo até serviços de suporte jurídico, algo que demonstra o nível de profissionalização alcançado pelo ecossistema criminoso.

Na sequência aparece o The Gentlemen, com quase 550 ataques, enquanto o Akira ultrapassou 300 vítimas. Outro grupo que ganhou atenção foi o DragonForce, que busca funcionar como uma infraestrutura para que outros criminosos realizem ataques utilizando sua estrutura.

O Brasil está entre os países mais afetados por ransomware?

O Brasil segue entre os países mais atingidos por ataques de ransomware. No primeiro semestre de 2026, o país registrou mais de 100 vítimas em levantamentos globais, ficando entre os mercados mais afetados da América Latina.

Segundo a telemetria da ESET, foram identificadas 195 ocorrências de ransomware no Brasil entre janeiro e maio, envolvendo nove famílias de Ransomware as a Service já documentadas.

O avanço dos ataques reforça a necessidade de empresas brasileiras adotarem estratégias mais completas de segurança digital. Com grupos criminosos cada vez mais estruturados, a proteção deixou de ser apenas uma questão técnica e passou a ser um fator essencial para garantir a continuidade dos negócios.

Fonte: WeLiveSecurity

Imagem: Canva